Crenças

Acredito. Em mim. Em você. Naquilo que em nós é infinito. Naquela centelha luminosa, sabe? Aquela que acendemos pra queimar tudo por dentro, mas precisamos dar-lhe fim antes que em nós tudo desabe. E é justo nisso que acredito mais. Nas cinzas atemporais. Naquelas que agora sou. De onde vim. Para onde vou. Danço flanando pelo ar e escolho precisamente aonde vou pousar. Sou como um pássaro construindo um ninho. Amontoando cinzas e galhos em algum lugar pelo caminho. É aí que posso acomodar os muitos seres que sou. Nesse lugar quentinho. Que posso comer um pedaço de bolo fresco com cafezin. Que posso dar conta das sinuosas curvas ao longo de minha estradinha. É nela que me desbravo por dentro. A pé, de carro, sozinha. Contra as ondas fortes de todos os ventos. Sou cinza. Sou leve. Aquela doce brisinha. De tudo, um dia, que se tenha sobre mim falado ou dito, esqueçam. Agora sou isso. Sou leve. E é só nisso que eu acredito.

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